quinta-feira, 4 de junho de 2009

Mais uma do "Lulinha"

No dia 30 de abril, o ministro da defesa² determinou que o Exercito brasileiro deve passar os próximos 12 meses em buscas aos corpos de guerrilheiros do Araguaia.Brasil e contra o povo brasileiro. Criminosos que o governo faz questão de transforma em heróis.Não devemos esquecer, que os principais nomes desse governo,criminoso, corrupto, faziam parte desse bando. Não podemos deixar que façam isso com o nosso Exercito, nem devemos permitir que esse, auto denominados, arautos da ética e da moral, destruam a imagem da única classe que sempre lutou pelo Brasil e pelos brasileiros.
Até quando isso vai continuar?! Quando será que vamos cansar das "decisões contestáveis" tomadas por esse governo iletrado, irresponsável e corrupto.
Onde está o glorioso Exercito Brasileiro, único refugio de orgulho nacional, entidade que levou o nosso país a vitoria frente ao imperialismo Lopizta¹, na guerra do Paraguai, que nos livrou do absolutismo de D. Pedro segundo, do poder elitista das oligarquias na velha republica e da ditadura inconseqüente de Getulio Vargas.
Até quando nossa Exercito vai aceitar esse tipo de situação humilhante imposta por esse analfabeto que, de forma irresponsável , foi eleito pelo povo brasileiro. Não podemos aceitar passivamente a forma que esse governo trata os únicos heróis que a historia do nosso país possui. O nosso Exercito não pode "correr atrás" de corpo de bandido morto.
Devemos buscar nossas raízes históricas e colocar nossos verdadeiros heróis no lugar que é deles de direito.

¹ Solano Lopez, ditador paraguaio. Idealizador de medidas imperialista que vieram a causar a guerra do Paraguai.
² Como pode um país se sentir seguro com um ministro da defesa que não possui nenhuma experiência militar e não tem capacidade pra tomar decisões para a manter a segurança nacional?

4 comentários:

Fred disse...

Grande João

Companheiro, seu texto foi de cair o queixo.
Não é uma questão de serem assassinos ou não. Não é uma questão de exorcizar o passado ou não.
É uma questão humanitária.
É colocar um ponto final no sofrimento dos familiares, que não sabem o que foi feito ou onde estão os corpos de seus, filhos.
Acredito que quando você for mais velho poderá entender este tipo de sofrimento, aparentemente macabro e sem sentido.
No Brasil, não há pena de morte, nem para os estrupradores, criminosos seriais etc, os mais infelizes seres deste planeta. E nem para qualquer outro.
A morte numa batalha é admissível, pois ela é possível para os dois lados, apesar de ser o resquício mais insano da origem do homem.
O que é inadmissível é a tortura, o estupro, as ofensas, o esquartejamento, a queima vivo, praticada muitas vezes pelas forças armadas e polícia brasileira,( de forma covarde, nos porões das prisões) que tem em seus quadros muitos seres, que não podem ser classificados como sendo da raça homo sapiens. São aberrações da natureza, que se aproveitam de estar onde estão, para cometer atrocidades, expondo o que pior tem a raça humana, para praticar seus instintos bestiais.
Sinto muito que veja o mundo deste modo.

Um abração

fred

Fred disse...

Como você é professor de História, e apesar de não ser muito a favor dos direitos humanos, te trago alguns fatos que vi hoje, para que possa justificar seus argumentos junto aos seus alunos (to esperando nosso chopinho, a gaganta ta sequinha))

Na quinta-feira 18, sob um calor de quase 40 graus, uma multidão de agricultores, familiares e curiosos se aglomerou em volta de um palanque montado na praça principal de São Domingos do Araguaia, no Pará, para ouvir um raro discurso de reparação pública do Estado. Ao microfone, o presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, de 2 metros de altura, metido em um paletó preto e empapado de suor, anunciou a indenização de 44 camponeses torturados pelo Exército entre 1972 e 1975, quando se instalou na região uma guerrilha para combater a ditadura. Estava ao lado do ministro da Justiça, Tarso Genro, e da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, ambos do PT. Mas foi ao PCdoB que ele agradeceu. “Institucionalmente, o PCdoB é o partido que mais tem auxiliado o governo neste processo”, afirmou Abrão.
Os casos de abusos e violência contra agricultores e posseiros da região, relatados à comissão, são estarrecedores. À época, a maioria dos homens foi levada para centros de tortura, seviciada por meses e, em seguida, obrigada a trabalhar de guia para as tropas no mato da região. Plantações foram queimadas, para restringir a alimentação dos guerrilheiros, e dezenas de famílias que viviam em avançado estado de pobreza foram desintegradas e jogadas na miséria absoluta.

Abração

Fred

João Luzardo disse...

Seu Fred,

Antes de tudo preciso lhe pedir desculpas por demorar tanto a responder seus comentários, juro que não tinha os visto.

Bom, se trata de serem assassinos sim. Se a morte numa batalha não é inadmissível o que há de errado nessas mortes? ou não existia uma batalha entre essa guerrilha e as forças armadas do nosso país? Além disso foram essas pessoas, ou melhor, foram esses assassinos que começaram essa guerra.
Quando falamos em passado devemos, sobretudo, usarmos como ferramenta de aprendizado, e não como ferramenta formadora de discurso. Não se trata de exorcizar, mas de levar em consideração. Mas uma vez afirmo minha opinião sobre o tema e dessa vez revelo meu pesar em ver o meu país, que eu tanto amo, ser governado por esses BANDIDOS corruptos, demagogos e hipócritas.
Concordo quando você diz que as torturas e o estupro são inadimissíveis, são praticas que devem ser tratadas com o maior rigor possível,inclusive com a pena de morte, em ambos os casos, principalmente quando essas pessoas forem pegas em flagrante. Contudo não posso concordar e nem, muito menos, aceitar, esse discurso barato, seboso, praticado por uma esquerda moribunda, que, pretensamente, se diz defensora dos direitos humanos. Discurso esse que ela nunca defendeu, vide regimes de esquerda que se alastraram pelo mundo. Se eu não estou enganado, Stalin, Fidel e Mao foram inveterados defensores dos direitos dos homens.
Vocês, que compartilham ideais com o lado esquerdo do espectro político adoram citar a tortura feita por policial tal em tal lugar, ou o caso do policial que matou três fugitivos em uma troca de tiro e de dizer o quanto isso é maléfico ao homem e que esses "filhotes da ditadura", já que gostam de qualificar assim tudo que não pertença a esquerda, ferem os direitos da sociedade. Deixando de lado os inúmeros casos de estupradores, de assassinos, de traficantes, em suma,os seres mais infelizes desse planeta, que matam tantas pessoas numa unica noite, ou do estuprador que abusou sexualmente de varias meninas menores de 10 anos, sem falar dos traficantes que roubam, matam, seqüestram, torturam, esquartejam varias e varias pessoas. Onde esta a humanidade desse tipo de gente? Ou vocês continuam dizendo que "o baiano tem conciência social",parodiando os roteiristas do filme tropa de elite.

João Luzardo disse...

É fato que existiram casos de torturas praticadas por militares durante o regime, apesar de o número ser bem menor do que o número defendido por vocês, assim como é fato de que os membros da guerrilha também a praticavam, acho que o senhor esqueceu de citar isso. Mas essas praticas não foram defendidas aqui e isso é fácil de observar, já que é necessário, apenas, a releitura do tópico.

Não me causa espanto que os maiores envolvidos no caso citado no seu segundo comentário sejam os membros de pt e do pcdb,já que eles eram membros ativos desse guerrilha, assim como o político citado Tarso Genro.
Agora, eu vou me atrever a dar uma pquena sugestão ao meu querido presidente analfabeto. Presidente,por vossa excelência também deveria indenizar todas as familias de policiais e militares que são mortos e torturados pelos criminosos brasileiros? isso sim seria um ato concreto de defesa aos direitos humanos?